DESIGNERS E FABRICANTES


Joaquim Tenreiro

Portugual


Tenreiro já conhecia o Brasil. Trazido por seus pais, viveu aqui dos 3 aos 7 anos e, posteriormente, dos 19 aos 20 anos. Decidiu emigrar de vez para o Rio de Janeiro, onde ingressou como estudante de desenho geométrico no Liceu Literário Português e também no Liceu de Artes e Ofícios.        

Adquiriu sólida experiência como designer trabalhando em firmas como a Laubich & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Declarava sua grande preocupação com uma linguagem contemporânea, que rejeitava o provincianismo, primando pela simplicidade e pela funcionalidade, e tinha forte compromisso com a realidade brasileira. Sua produção começou a ter maior reconhecimento a partir de 1946, quando sua obra ganhou uma retrospectiva no Instituto dos Arquitetos (IAB), no Rio de Janeiro. No entanto, foi só na década de 1950 que foi consagrado como grande mestre e precursor do móvel brasileiro, demonstrando maestria no uso de madeiras nativas.

Seu primeiro móvel assinado data de 1942: a poltrona Leve, feita em imbuia preta com tecido em preto e branco, criado pela artista Fayga Ostrower. Outros modelos se seguiram em 1947, hoje considerados clássicos do mobiliário moderno no país: a Cadeira de Embalo (concebida em 1947 e que desde 1992 voltou a ser produzida pela Probjeto, tornando-se o único móvel de Tenreiro hoje disponível para compra), a Mesa e Cadeira Estruturais e a célebre Cadeira Trípode (que ganhou destaque na peça de teatro de Silveira Sampaio "Da Necessidade de ser Polígamo", que tratava de um triângulo amoroso). Em 1943, criou a oficina Langenbach & Tenreiro Ltda., no Rio de Janeiro. Quatro anos mais tarde, abriu sua primeira loja de móveis na cidade.         

Faleceu no dia 21 de junho de 1992, em Itapira (SP), deixando para serem apreciados, um legado estético requintado de traços suaves e um pensamento sólido.



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Cadeira Curva

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